
O parto e a amamentação podem exigir que recorra a um novo método contraceptivo. Durante a consulta pós-parto, cerca de um mês e meio após o nascimento do bebé, o seu médico vai ajudá-la a escolher o método mais indicado. Conheça as soluções possíveis...
Pílula Combinada
Chama-se combinada por ser estroprogestativa, isto é, combinada de estrogénio e
progestagénio. É contra-indicada para mulheres que estão a amamentar, uma vez
que os estrogénios interferem com a produção do leite.
Minipílula
Indicada para as mães que estão a amamentar, pois não afecta na produção de
leite, uma vez que só contém progestagénio. No entanto, a sua eficácia depende
do número de mamadas - abaixo de quatro mamadas por dia já não impede a
ovulação.
Pílula
Progestativa
Método recente parecido com a minipílula, por não interferir na produção de
leite, com a vantagem da sua eficácia não depender do número de mamadas.
Substâncias
injectáveis
Compostas de progestagénio, são administradas através de uma injecção muscular
de três em três meses. É um método prético, pois não depende de toma de um
comprimido diário e pode fazê-lo logo na maternidade.
Anel vaginal
Novíssima opção contaceptiva já disponível no nosso mercado. O anel é
introduzido, pela mulher, na vagina ed libertará, durante três semanas, uma
combinaçlão de estrogénio e progestagénio. Tal como a pílula combinada, tem o
contra de ser inibidor da produção de leite materno.
Implantes de
progestagénio
Pode-se utilizar ao fim de quatro semanas após o parto. Coloca-se como se fosse
uma injecção, que deposita um filete de plástico eficaz durante três anos.
Métodos de
barreira:
Preservativo - é o método contaceptivo de
eleição no pós-parto. Não tem contra-indicações nem efeitos secundários.
Diafragma - pode voltar a usá-los seis
semanas após o parto. No entanto, deve informar-se junto do seu médico antes de
colocar o aparelho - é natural que tenham surgido alterações no colo do útero
que obriguem a uma mudança para um aparelho de dimensões diferentes; esta
confirmação pode ser feita duranyte a primeira consulta pós-natal. É menos
seguro que o preservativo.
Espermicidas - são produtos químicos que
tornam os espermatozõides inactivos. Existem sob a forma de espuma ou creme,
devem-se colocar cerca de 15 minutos antes do coito. Como não são
suficientemente seguros, usam-se juntamente com outro método barreira.
Esponjas - são parecidas com o diafragma, em
formato e em tamanho, apresentam-se como uma espécie de rolhão que se coloca no
colo do útero e actuam como uma rede que impede a passagem dos espermatozóides.
Utilizam-se juntamente com os espermicidas.
DIU
O dispositivo intra-uterino só deve ser colocado após terminarem os lóquios,
para evitar uma possível infecção. Não interfere na amamentação, mas comporta
risco de expulsão durante esse período.
Nota: Existem ainda métodos irreversíveis, como a vasectomia e a laqueação das trompas, que não são contraceptivos. Aplicam-se a situações muito específicas, como doença de um dos cônjuges, idade avançada, entre outras.
FatimaGonçalves © 2005